Monday, February 13, 2006

Problema 12 – Os restos

Determinar o menor número que, dividido por:

2, dê resto 1;

3, dê resto 2;

4, dê resto 3;

5, dê resto 4;

6, dê resto 5;

7, dê resto 6;

8, dê resto 7;

9, dê resto 8.

Problema 15 – Corrida de motos

Numa corrida de motos, três delas partiram simultaneamente. A segunda percorre numa hora menos 15 km que a primeira e mais 3 km que a terceira e chega à meta 12 minutos depois da primeira e 3 minutos antes da terceira. Durante a corrida não houve paragens. Pretende-se saber:

a) a distância percorrida;

b) a velocidade de cada moto;

c) o tempo gasto por cada moto.

Diz qual é o resultado nos comentarios

Thursday, February 02, 2006

A DANÇA DO ''D''



Era uma vez uma letra, que era a letra ''d'' que se chamava, isildo. O senhor isildo tinha um restaurante onde se costumava dançar a dança do ''d''. Todas as pessoas adoravam essa dança, especialmente os meninos e meninas mais novos, POIS era muito divertida e engraçada.
Um dia o senhor isildo quis entrar numa dança mas os números que eram quem comandava a dança não o deixa5ram pois diziam que ele era muito gordo e que ia empatar. O senhor isildo muito furioso, gritou:
Saaaaaiiiiiiiãããããããããõooooooooo já daaaaaaaaaaaaquuuuuuuuuuiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!
A partir desse dia o restaurante do senhor isildo não tinha nenhum cliente. E também a banda dos números também estava falida.
Depois de algum tempo o senhor isildo e a banda dos números decidiram falar e chegaram a um acordo, o senhor isildo podia actuar mas só se a banda dos números pudesse actuar todos os dias.
E assim foi desde esse acordo o restaurante tinha outra vez os seus clientes habituais e muitos outros.

Moral da historia: não julgues as pessoas pela sua gordura mas sim pelo que esta cá dentro.

AUTORE:ANA SANTOS

Friday, January 20, 2006

PROVERBIOS DESPENTEADOS

PROVÉRBIOS DESPENTEADOS

O silêncio é de ouro...
(Não digo nada.)
A palavra é de prata...
(Escrevo um verso
E é menos tesouro...
...Fui enganada?)

Cão que ladra não morde...
Não pica ave que pia?
Arranha gato que mia?

Filho de peixe sabe nadar...
Mas se não souber
Inventa umas asas e
Aprende a voar ou
Afina a voz e põe-se a cantar
Pega na mala apanha boleia
Ou sai do provérbio e vai viajar!

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura...
Mas tu és tão teimosa
Que o que digo não encontra
Na tua cabeça abertura.
Mais mole que água o meu sermão?
Pior que rocha essa razão?

Presunção e água benta cada qual toma a que quer...
Doces e sobremesas
Só me dão uma colher.
Sopa, legumes e fruta
Obrigam-me a comer.
Moral da história?
Não consigo entender!

Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar...
Embora eu bem perceba
O sentido da lição
Prefiro dois a voar
A ter um preso na mão

Quem espera sempre alcança...
(Ou quem espera, desespera?)
Primeiro dizem que sim e
Depois dizem que não.
Eu que ainda sei tão pouco
Não sei quem terá razão.

Gato escaldado de água fria tem medo...
O que significa?
O meu gato explicou-me...
...Em segredo.

Quem casa quer casa...
Quem tem casa quer casar
Como a linda Carochinha
Só que o João Ratão morreu
Dentro do caldeirão
E a história começa e acaba
Com a carochinha sozinha.
Quem casa não devia querer
Uma casa com cozinha.

O seguro morreu de velho...
Mas muitos afoitos também
Não podemos viver sempre
Debaixo das saias da mãe...

Quem não arrisca não petisca...
Diz o outro destemido
Entre um e outro confessa

Estás, cora ção, dividido.

A AUTORA MARIA TERESA P. MARTINHO MARQUES

Thursday, January 19, 2006

LENGALENGAS

Compadre compre pouca capa parda porque quem pouca capa parda compra pouca capa parda gasta. Eu pouca capa parda comprei e pouca capa parda gastei.

Pardal Pardo porque palras? Palro e palrarei, porque sou o pardal pardo, palrador de el-rei!

É crocogrilo? É crocodrilo?É cocrodilo? É cocodilho?É corcodilho? É crocrodilo?É crocodilho? É corcrodilo?É cocordilo? É jacaré?Será que ninguém acerta, o nome do crocodilo maré?


O desinquivincavador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavadas.



Tinha tanta tia tantã.Tinha tanta anta antiga.Tinha tanta anta que era tia.Tinha tanta tia que era anta.



O sabiá não sabia. Que o sábio sabia. Que o sábia sabia. Que o sábio não sabia. Que o sábia não sabia. Que a sábia não sabia. Que o sabiá não sabia assobiar.



Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando o vento.



O doce perguntou pro doce Qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce? O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce.

Feijão, melão, pinhão, mamão. Meijão, malão, feinhão, pimão. Pijão, feilão, manhão, memão. Majão, pilão, menhão, feimão.


A lontra prendeu a tromba do monstro de pedra. E a prenda de prata de Pedro, o pedreiro.


Paga o pato, dorme o gato, foge o rato, paga o gato, dorme o rato, foge o pato, paga o rato, dorme o pato, foge o gato.


Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepípedovia. Uma paralelepípedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepípedovia é uma paralelogramolândia?


Lalá, Lelé e Lili e suas filhas, Lalalá, Lelelé e Lilil e suas netas Lalelá, Lelalé e LeLali e suas bisnetas Lilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetas Laleli, Llalé e Lelilá cantavam em coro LALALALALALALALÁ.


Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.



Mefistófeles Felestofisme fez com que tomelesfisse os Lesfemistos e os Fisfemetoles com os Femetofisles e os Tolesmefifes. Foi daí que nasceu um Mefistófeles Felestofismezinho.


Não confunda Ornitorrinco com Otorrinolaringologista, Ornitorrinco com ornitologista, Ornitologista com Otorrinolaringologista, porque Ornitorrinco é Ornitorrinco, Ornitologista é ornitologista, Otorrinolaringologista é Otorrinolaringologista.


Larga a tia, largatixa! Lagartixa, larga a tia! Só no dia que sua tia chamar largatixade lagartixa!


Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas. Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.


Fui a Chaves, encontrei uma chapa de chumbo chapada no chão.


Porco seco, corpo crespo.


Se a liga me ligasse, eu também ligava à liga, mas a liga não me liga, eu também não ligo à liga.

Se tu pensas que em ti penso, se pensas assim pensas mal, pois eu não penso em ti nem penso em pensar em tal.

Nunca vi socó coçar sem bico, nunca vi sem bico socó coçar. Um socó, dois socós, três socós, quatro socós, quantos socós pra um só socó coçar.

Fui ao mar colher cordões, vim do mar cordões colhi.

O chará chora. Em Araxá o chará achará chá.

Estreiam austeros astrólogos, astronautas australianos, autômatos autônomos e seus antônimos.
O peito do pé de Pedro é preto. Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto, tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.

Se cada um vai a casa de cada um é porque cada um quer que cada um lá vá.Porque se cada um não fosse à casa de cada um é porque cada um não queria que cada um fôsse lá.

A CAVALO NO TEMPO

Ando a cavalo no tempo,
Anda o tempo a galopar.
Quando nasci, fui bebé,
Agora sei bem falar,
Hei-de ser gente crescida
Com força para trabalhar,
Hei-de ter como os avós
Muita coisa para lembrar.
Sempre a cavalo no tempo,
Com o tempo a galopar.

LUÍSA DUCLA SOARES,
A CAVALO NO TEMPO, CIVILIZAÇÃO
Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço
Sem qualquer compromisso
Ouve-o atentamente
De coração lavado
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar
Ou nas restantes horas de tristeza
Na segunda certeza
De que mal não te faz
E pode acontecer
Que te dê paz.

MIGUEL TORGA, OBRA COMPLETA
COIMBRA EDITORA

CADA COISA EM SEU LUGAR

A cara lavada
Com água e sabão
Camisa rasgada
Agulha e botão.

Berlindes no bolso
O lápis na mão
Cadernos na mala
Manteiga no pão.

O sol no olhar
As pulgas no chão
Gaivotas no mar
Formigas no chão.

A mãe à janela
O pai ao portão
No peito a bater
O meu coração

No peito a bater
O meu coração
No peito a bater
O meu coração.

JOSÉ FANHA, CANTIGAS E CANTIGOS
TERRAMAR

SER PENTE OU SERPENTE?

Ser pente
É tão estranho
Disse a serpente.
Para quê tanto doente
Sem veneno para matar?

Serpente
É tão estranha,
Disse o pente.
Para que servem os dentes
Senão para pentear?

LUÍSA DUCLA SOARES,
A CAVALO NO TEMPO, CIVILIZAÇÃO

O LAGARTO

Vejam que janota
O lagartovem!
Parece um ministro.
Irá a Belém?

Vem do costureiro?
Vem de trabalhar?
Que pergunta tola:
Vem só de almoçar.

E que bem comeu
O nosso janota!
Quem seria o parvo
Que pagou a conta?

EUGÉNIO DE ANDRADE,
AQUELA NUVEM E OUTRAS, CAMPOS DAS LETRAS

A VIDA DE UMA CIDADE

Na cidade
O cidadão
Trabalha na profissão
O calceteiro
Meio curvo
Embeleza o empedrador.
Sempre tão pobre
Coitado.
O empregado de café
A fazer de equilibrista
Vai e vem no mesmo pé.
O sinaleiro
Abre a mão
E manda o carro parar
Para o menino atravessar
O vendedor de lotaria
Canta a sorte
Dia a Dia
Na faina da sua vida
Cautela sempre perdida.
Onde houver uma impureza
Está o homem da limpeza
E entre papéis a voar
Restos do que ninguém usa
E fome de matar bicho,
Triste vida leva o homem
Que vive a apanhar o lixo.
Quase sem forças nas pernas
Passa a senhora Maria:
- Fruta fresca do pomar!
-Lá vai ela a apregoar.
Parado no cruzamento
O autocarro não comanda
Se o condutor não comanda.
E desde que o sol nasce
Até ir para outras bandas
Assim corre o formigueiro
Que enche as ruas da cidade
Por praças, largos e esquinas,
Travessas, recantos, escadas,
Por toda a parte se sente
Só resiste, porque há gente.
Estátuas, jardins, monumentos,
Parques, escolas, hospitais,
Não são prendas de almas boas.
A vida de uma cidade
Nasce de mãos das pessoas.

FERNANDO BENTOGOMES,AVENTURAS DO ESPANTALHO VOADOR,EDITIRIAL CAMINHO (ADAPTADO)